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Notas marginais sobre o Dom Quixote de Cervantes

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Notas marginais sobre o Dom Quixote de Cervantes

Mensagem por draculino em Dom Set 13, 2015 6:49 pm

Resumo: Draculino tentou avaliar, como inspiração para aventuras, o romance DOM QUIXOTE de Miguel de Cervantes (1547-1616)

Assunto: Em virtude do pré-mobral de Draculino não vai inserir no quadro da literatura mundial este clássico romance da época de ouro espanhola, mas tentar explorar as possibilidades de narrar o mundo.
Inicialmente Draculino notou que o recurso amplamente utilizado pelo escritor espanhol é o contraste entre o velho e o novo. A maneira de luta (jogo de interpretação de papéis - rpg portanto) aparece no uso do anacronismo e da novidade. É justamente a transição do Mundo da Idade Média para o Mundo Moderno.
É justamente neste jogo de contrastes que está a originalidade da obra, o desaparecimento da nobreza feudal, que permanece como aroma espiritual de uma época e o a Revolução Industrial que desponta, através das grandes navegações, descobertas de novos continentes, invenções, etc.

Esta narrativa tem como ponto central a tomada de posição entre espírito e matéria. CErvantes constrói um enredo em que Dom Quixote é representado como espírito sem realidade e seu escudeiro, Sancho Pança, a realidade sem espírito. Explicou Draculino: Dom Quixote pretende fazer reviver a época dos cavaleiros andantes, de socorres os fracos e vingar os oprimidos. No Capítulo XXXVIII, da primeira parte da tradução de Viscondes de Castilho e Azevedo, há carradas de razão para o Cavaleiro da Triste Figura, representante de um mundo que morre, lamentar o progresso: "Venturosos foram aquelesséculos que careceram da espantosa fúria destes endemoniados instrumentos de artilharia, cujo inventor tenho cá para mim que está recebendo no inferno prêmio devido à sua diabólica invenção, com a qual proporcionou meios a um braço infame e covarde para tirar a vida a um valoroso cavaleiro". Depois que inventaram revólver acabou a valentia.

Completa e diametralmente oposta é a caracterização do fiel escudeiro Sancho Pança. o rechonchudo personagem encontra mais alegria no comer e beber do que seu magro e alto patrão. SAncho acomapnha o mestre pela promessa de se tornar governador de uma ilha (acidente geográfico que Pança desconhece na sua ignorância).

Conclusão: Cervantes dá um caráter resolutamente cômico a este dilema: é possivel um ideal desvinculado do interesse material ou, ainda, o interesse material desligado do progresso da humanidade?




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Re: Notas marginais sobre o Dom Quixote de Cervantes

Mensagem por MilkShakespare em Qua Set 23, 2015 9:53 am

Tenho uma comparação:

-O consumismo supõe a felicidade.

Impossível.

Primeiro deve haver uma noção do que é a felicidade. Não faz sentido incorporar o concreto, o objetivo ao abstrato, ao absoluto.

-A felicidade relacionada ao consumismo.

Sim.

Pois que há um ideal a ser preenchido.

Se eu consumo para ser feliz, sem o saber do que trata-se ser feliz, como posso me considerar feliz por consumir algo?

Se eu sei que serei feliz ao consumir, este ideal, a felicidade, está em primeiro plano. Portanto, há aqui um tipo de juízo sintético a priori.

Porém, temos a propaganda como promotor deste ideal. Podemos ver pessoas "felizes" usando o objeto da felicidade. Tenho então uma referência do que é ser feliz ao ver os outros felizes. Logo, adquiro o objeto... mas estou feliz?

O que pode-se entender por felicidade, aqui, é uma realização - realizar uma ação.
Qual ação?
A de incorporar a um ideal algo de real.

No caso do escudeiro Pança, está no primeiro exemplo a sua condição: Ele será feliz por adquirir de seu patrão uma ilha; já o Quixote, a segunda: Ele é feliz e se move para a realização de seu ideal.
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Re: Notas marginais sobre o Dom Quixote de Cervantes

Mensagem por draculino em Qua Set 23, 2015 3:37 pm

MilkShakespare escreveu:Tenho uma comparação:

-O consumismo supõe a felicidade.

Impossível.
(...)
O que pode-se entender por felicidade, aqui, é uma realização - realizar uma ação.
Qual ação?
A de incorporar a um ideal algo de real.

No caso do escudeiro Pança, está no primeiro exemplo a sua condição: Ele será feliz por adquirir de seu patrão uma ilha; já o Quixote, a segunda: Ele é feliz e se move para a realização de seu ideal.

Valeu MilkShakespeare!!!!! Realmente a sociedade de consumo quer fazer valer o ter sobre o ser. Acho que o psicólogo Erich Fromm escreveu um livro com este dilema: "Ter ou ser?" A noção liberal substitui a prática autentica visando o progresso da humanidade e seus representantes (" A vitória da razão depende da vitória de pessoas razoáveis" , dizia a personagem Galileu do teatro dialético de Bertold Brecht) por uma noção de propriedade privada (eu me alieno da minha condição de humano ao aplicar a "Lei de Gérson": "Gosto de levar vantagem em tudo!" ou a "lei de Murici ": "Cada um trata de si!"). Quanto ao Quixote devemos aplicar a "Lei de Raulzito": " Sonho que se sonha só é mais um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade"!!! Obrigado Milk!!!!!!
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Re: Notas marginais sobre o Dom Quixote de Cervantes

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