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Senhoras e Senhores

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Senhoras e Senhores

Mensagem por draculino em Ter Jun 30, 2015 6:56 pm

Draculino pensou tratar da crise do humanismo com a biografia de Jose de Alencar, escritor cearense. A independência política, não foi acompanhada da emancipação do trabalho escravo. Até hoje isto marca o Brasil.

1 - Do liberalismo em geral e no Brasil em particular.

Como historiar o desenvolvimento de teorias políticas simultaneamente ao seu aspecto social? O recurso de recorrer à pré-História leva-nos a compreender que na Época da Pedra Lascada as relações eram por laços sanguíneos.
Na época do Bronze surge uma novidade no desenvolvimento político-social: o aparecimento das classes, a propriedade privada como forma de apropriação do trabalho na sociedade, e do Estado como forma política organizada pela violência de garantir a produção e reprodução da vida material. Aparece o ser de classe como oposto ao ser humano em geral. Estava rompida a unidade da vida humana material e espiritual com o surgimento de proprietários e não-proprietários. AS classes sociais aparecerem como formas particulares do ser social.
                 1.1 - A crítica ao conservadorismo romântico.
                         " A primeira marca do príncipe soberano é o poder de dar lei a todos em geral, e a cada um em particular. Mas isto não basta, e é necessário acrescentar: sem o consentimento de maior nem igual nem menor do que ele. O soberano de uma república, seja ele uma Assembléia ou um homem, não está sujeito às leis civis. Pois tendo o poder de fazer e de desfazer as leis, pode quando lhe apraz, livrar-se desta sujeição revogando as leis que o incomoda e fazendo novas. Esta criação do Estado absolutista, com a participação da burguesia determinou uma oposição entre o divino e o laico.
                       1.1.1 - Do Liberalismo no Brasil
                                 Mostrando a  capacidade do pensamento conservador em atualizar-se face ao problemas levantados pela Revolução Francesa (1789) o rei D. João VI pede a seu ministro da Guerra Silvestre Ferreira que ministre aulas à corte sobre o sistema constitucional liberal. Isto marca a sabedoria política conservadora resumida no pensamento: " Façamos a Revolução antes que o povo a faça".      
                        1.1.2 - A Independência e o Segundo Reinado no Brasil.
                                   A Independência com a peculiaridade da existência da classe dos senhores de escravos como classe social dominante e o príncipe português com poderes absolutistas (Na constituição outorgada em 1823 constava um Quarto Poder: O Poder Moderador, capaz de remover os outros três concentrando o poder na figura do Imperador.) Este aspecto de conciliação política entre senhores de escravos e os burgueses ("caramurus" e "saquaremas"), com o golpe da maioridade de D. Pedro II em 1841, marcou todo o segundo Reinado. (Basta pensar que os saquaremas queriam limitar o poder do Imperador com as Regências ). O convívio dos absolutistas senhores de escravos (Partido Conservador) e liberais (os "saquaremas" do Partido Liberal) aparece magistralmente representado no romance Senhora do escritor cearense José de Alencar.

2 - A crise do humanismo e suas raízes sociais
    O paraibano Celso Furtado em seu livro Formação Econômica do Brasil, demonstra que a divisão internacional do trablho no mercado mundial levou aos senhores de escravos celebrarem um PACTO COLONIAL, isto é, a colonia produziria para a metrópole. Quer dizer a politica colonial era tirar mais do que dar ao povão. A economia era extrativista vivia de períodos de muita procura de produtos do solo (cana-de-açúcar, café, borracha,cacau, etc) e do subsolo (ouro, pedras preciosas e outros metais).
   O sebastianismo barroco (permita-se a Draculino utilizar o termo Barroco no mesmo sentido dado pelo maestro Heitor Villa-Lobos nas  Bachianas Brasileiras) desse pacto colonial começa com o desaparecimento do Rei Dom Sebastião, na Batalha de Alcacer-Quibir. Portugal caiu sob domínio espanhol e o Brasil também. O que os povos indígenas chamam de guerra colonial de conquista foi o que determinou a invasão Holandesa ao Brasil. Os banqueiros holandeses estavam em guerra com a Espanha. E temeram não receber seu dinheiro.




Os coroneis da roça eram donos de terra e gente (escravos). A política social era tirar ao máximo das riquezas do BRasil. O filme Xica da Silva (Bra, 1975. Direção: Carlos Diegues. Elenco: Walmor Chagas, Zezé Mota, José Wilker, Stepan NErcesian, Rodolfo Arena, Elke Maravilha) foi ao mesmo tempo a superação da crise do humanismo ao demonstrar que os seres humanos eram tratados como coisas em nome dos latifundiários e de um sistema político-social que explorava seu povo ao máximo.



3 - Diálogo com Moreno Jambo, o macho.

Moreno Jambo - Esse papo de romance mulhezinha não tá com nada Draculino!

Draculino - Esqueces meu amigo que o gênero folhetim foi como se organizou no século XIX e se exibe até os dias de hoje no século XXI nas telenovelas. Alguns esquemas do folhetim impresso ganharam até autonomia como o suspenso (terminar com uma cena que desperte o interesse na leitura do diário no dia seguinte. VEja por exemplo Hitchcock:


Moreno Jambo - Mais isto é um desenvolvimento!!!!!

Draculino - Conhece este desenvolvimento e não ignora. Nem os artistas. Veja Glauber que mostrou o início da Telvisão no Brasil em TErra em Transe. Draculino presenciou as gravações;



Moreno Jambo - Vou prestar mais atenção a partir de agora.

4 - Conclusão

4.1 - A época romântica da nacionalidade.
A ideologia é uma forma de consciência social. Aliás uma falsa consciência.
O que é arte?Para alguns como o filósofo alemão Hegel, a arte é uma intuição da verdade. Outros, e nisto DRaculino inclui José de Alencar a arte é o mito, quer dizer, uma fábula de gênero tragico ou comico, lírico, ou dramático. Para o crítico húngaro Lukács esta divisão de gêneros deveria permanecer no teatro que seria essencialmente literário.
As observações de Lukács deveriam ser completadas com as notas de Sérgio Eisenstein (1898-1948) sobre o Teatro Kabuki


"fomos visitados pelo teatro Kabuki, uma maravilhosa manifestação de cultura teatral. (...) O convencionalismo do Kabuki não é de forma alguma, o maneirismo estilizado e premeditado, que conhecemos em nosso próprio teatro. No Kabuki este convencionalismo é profundamente Lógico com oem qual quer teatro oriental, por exemplo o teatro chinês"

Esta diferença de lógica, foi reelaborada por Brecht (1898-1956) com o conceito de Gestus, que sã ações física social e historicamente significativas. O teatro dialético é narração, desperta a atividade no público, enquanto o teatro ilusionista consome esta atividade.
Para a contribuição de Augusto Boal (1933-2009) recomendamos
http://artebagaco.vilabol.uol.com.br/bazar/teatro/Boal.htm


4.1.1 - O nacional como imaginário e mito (lenda)

Para alguns críticos a nacionalidade (qualquer uma) é um imaginário com mitos e heróis. CRemos enxergar no drama Senhora, de josé de Alencar o símbolo da aliança entre conservadores e liberais. Por quê? A heroína é um simbolo, utilizado através da noção moralizante de catarse, do sustentáculo político do segundo REinado.


Última edição por draculino em Dom Set 27, 2015 1:05 am, editado 3 vez(es) (Razão : Inclusão do liberalismo no Brasil. Inclusão da crise do humanismo. O dialogo. Conclusão)
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